20 abril 2009

Massacre dos Quintados


O Porto tinha sido ocupado na segunda invasão francesa, a 29 de Março de 1809. Postos avançados foram estabelecidos para sul, até ao Vouga. Um oficial superior das tropas de Soult, com um piquete de cavalaria, foi interceptado numa emboscada na Costa de S. Tiago de Riba Ul, no antigo percurso da estrada principal.

Organizara a emboscada Bernardo António Soares Barbosa da Cunha, natural de Arrifana, que instruíra nas armas alguns mancebos, logo que se dera a invasão.

O seu objectivo era só aprisionar o grupo francês para apreender os despachos. Porém, os militares resistiram. Quando o comandante ia a tirar as pistolas dos coldres, Bernardo, com destreza, disparou a espingarda. Os soldados puseram-se a salvo, indo acolher-se na casa da Ribeira, do lugar de Salgueiros, onde o Padre Manuel Ribeiro os albergou. Além de Bernardo havia, pelo menos, cinco mancebos da Rua (Arrifana). Soube-se quem fora o organizador, e o próprio marechal Soult pôs a sua cabeça a prémio. Este, que anteriormente se retirara com a sua família para a região da serra, passou o Vouga e uniu-se ao exército anglo-luso como voluntário, participando em diversas acções militares.

Na madrugada de 17 de Abril de 1809 o exército francês cercou e tomou de assalto a pacata povoação de Arrifana. Quem ofereceu resistência ou ensaiou a fuga foi morto a tiro, à coronhada ou trespassado pelos sabres e baionetas dos soldados de Napoleão. Grande parte da população procurou refúgio no interior da igreja que, no entanto, acabou por se revelar uma verdadeira ratoeira: os franceses obrigaram todos os homens válidos a saírem do templo, seleccionando em seguida um em cada cinco.

Os “quintados” - assim ficaram conhecidos - foram de seguida fuzilados pelos invasores. Quando estes partem, deixam atrás de si a povoação em chamas e as suas vítimas empilhadas no local do massacre, dispersas por campos e caminhos e penduradas de cabeça para baixo em várias árvores. Levaram todavia algumas vítimas para o local da emboscada, onde as suspenderam em postes. Seguiu-se o incêndio da povoação que atingiu a maior parte das casas.

O número de mortos conhecido é 62. Do inquérito do autor da monografia, Rebelo Valente, através da análise dos registos paroquiais, apurou-se o número de setenta e um, mas não restam dúvidas que tenha sido maior.

O sobressalto e a desorganização geral, seguramente, não permitiram um registo exacto.

Marechal Soult nas suas memórias diz: “Assim que soube do infeliz acontecimento, dei ordens ao general Thomières para investir sobre Arrifana, a exigir que os assassinos fossem entregues para serem fuzilados e os respectivos cadáveres expostos, mandar queimar as suas casas e fazer reféns”.

Fonte: Câmara Municipal de St. Maria da Feira

O Tardo - Lendas e Passagens

O que é?
«O tardo é uma espécie de duende, um ser mítico do folclore popular português. O tardo também se chama de pesadelo ou tardo moleiro. O tardo vai importunar as pessoas que estão a dormir na cama que depois acordam com um grande pesadelo O tardo pode aparecer na figura de um animal e frequentemente aparece na figura de um cão, gato ou cabra. O tardo quando aparece nos caminhos, nos regatos e nas encruzilhadas tenta deixar as pessoas intardadas (desorientadas) sem saber qual caminho seguir, mijando nas pernas das pessoas.

Uma criança pode se transformar num tardo e correr o fado se o padrinho durante o baptizado não disser as palavras certas. A transformação terá lugar antes da idade da comunhão, aos sete anos. A criança antes de se transformar pendura a roupa na árvore mais alta de uma encruzilhada e transforma-se num animal. Se durante sete anos não lhe quebrarem o fado transforma-se em lobisomem.

José Leite de Vasconcelos. Tradições populares de Portugal. Biblioteca Ethnografica Portuguesa.



"O Tardo na minha Terra"

Conta a minha avó que quando era pequena havia um vizinho que era um exímio contador de histórias, chamava-se "Ti Evaristo" e começava as suas histórias com um "Era uma vez..." fascinante devido á sua pronuncia e ao seu tom de voz engraçado.
A história que se segue segundo o próprio é verídica, e gostava de a começar da mesma forma que a pessoa que a contava á cerca 60 anos atrás.
Era uma vez o Ti Evaristo nascido em Cepelos, coveiro e de certeza devido aos factos da história agricultor. Numa certa madrugada ia a personagem da história, de Cepelos "varrer" o moinho a um sitio perto da barragem engº Duarte Pacheco e do actual Viveiro da Trutas que tem por nome "Cunhedo", com uma "lanternazita".
Ao seguir por um caminho no meio do pinhal, ouviu muita lenha a "estalar" e a cair ao chão e disse: "Bota pra baixo que amanha venho-te buscar".
Chegou ao moinho, entrou, fechou a porta e começou a "varrer" a farinha para vir embora para casa.
Para seu espanto e susto começam "faiscas" de fogo a entrar pela "frincha" debaixo da porta do moinho.
O "Ti Evaristo" nem acabou de "varrer" a farinha do moinho e só voltou para o lugar quando raiou o dia.
Culpou o Tardo pelo sucedido e visto que não tinha sido assustado pelo "estalar" da lenha, troçando ainda com isso, assustou-se com as "faiscas" deveras, e jurou para nunca mais troçar com o Tardo.

A "Ponte Fantasma" (en227) baptizada assim certamente por aqui aparecer o tardo segundo o que contava o meu Bisavô.
Quando a estrada N227 se construía e também a ponte em questão, havia um Guarda que ia para lá de noite guardar as ferramentas que de dia eram utilizadas nas obras referidas.
Uma certa noite esse guarda assistiu a uma cena que atribuiu ao tardo, que foi o seguinte: ouviu alavancas e ferros tipo numa "avalanche de som" pelo riacho abaixo que passava por baixo da ponte.

Contava também o meu bisavô outra história:
O Zé da Cega que era de um lugar vizinho (Gatão) ao que trabalhava (Cepelos), ia no fim do seu trabalho dormir a sua casa, deslocando-se assim ao escurecer sempre de um para outro.
A meio do caminho num sitio que se chama "Algar", diz-se que aparecia o tardo.
Num certo dia em alturas próximas do Natal, já de noite o Zé da Cega ia no seu percurso habitual
com rumo certamente á sua cama, mas nesse sitio acima referido deparou-se com uma bela, reluzente e enfeitada árvore de Natal. Não se assustou. Pegou-lhe e levou-a para casa, mas esta cada vez era mais pesada. Ao chegar a casa pousou a árvore em cima de uma caixa e foi-se deitar. De manhã não tinha nada sobre a caixa, tendo a árvore desaparecido sem deixar rasto algum. A sua explicação para este acontecimento foi a seguinte: "Era o tardo para lhe pôr medo, mas como ele não teve e para mais ainda levou a árvore para casa, esta desapareceu visto que não tinha causado qualquer medo".

A estas histórias/lendas sobre o tardo opõe-se outras histórias que se julgavam ser o tardo, mas que afinal tinham outra explicação e que passo a apresentar.

Esta contou quem a viveu, que era a "rapaziada" do tempo do meu Bisavô: a mocidade de Cepelos ia ao "serão" (bailes) a Paçô (terra vizinha a Cepelos). Iam a caminhar e vinham.
Uma noite no fim do "serão" vinham por um "carreiro" que vinha dar á Ponte a Porto Cavalos (ponte romana).
Essa mesma ponte tinha umas "beiras" (murais) cheias de Erias (árvore ou planta).
Nessa noite tinha caído bastante orvalho e para além disso estava uma noite de Luar, onde a lua reluzia directamente na Eria.
A rapaziada a vir do "serão" viu o tal fenómeno e exclamaram todos: Está ali um Caixão aberto.
Mas uma mais corajoso ou talvez mais inconsciente disse: vamos ver!
Á medida que iam para a frente o caixão deixava de ter a forma deste, e quando chegaram mesmo perto aperceberam-se que era uma ilusão óptica causada pela junção da Eria com o Orvalho e com o Luar.
Assim ficou explicado o precoce susto, e este fenómeno não ficou ligado ao Tardo.

Conta o meu bisavô outra passagem: Antigamente quando morria alguém no lugar de Cepelos ia um Senhor a Gatão buscar o Caixão para enterrar o morto. Naquele tempo os caixões eram simples tábuas.
Assim sendo, morreu uma pessoa no lugar e lá foi o respectivo a Gatão buscar o caixão, á vinda para baixo já com o dia escuro e parou no sitio de "Algar" para ir "servir o corpo" ao mato ali perto. Claro que este ao ir deixou o caixão na berma da estrada, pensando que não passaria ninguém aquela hora naquele sitio. Outro homem que vinha de Gatão para baixo instantes depois deparou com o caixão na berma da estrada e claro está assustou-se (naquele sitio falava-se então que aparecia o tardo) e foi para trás, voltando á sua rota no dia seguinte somente.
Mais tarde lá se veio a esclarecer a história, não cabendo esta peripécia do "caixão" ao tardo.


Em suma, poderá nunca ter existido tal fenómeno chamado de Tardo, e este poderá ter acontecido antigamente por várias razões, como coincidências acima demonstradas, fraca visibilidade nocturna, visto não haver electricidade publica nem estradas como existem nos dias de hoje. Mas no entanto a nível pessoal acredito na seguinte máxima e aplico-a a este caso, que é a seguinte: "Eu não acredito em bruxas, nas que as há, há".

17 abril 2009

Militares Portugueses prisioneiros de guerra na Alemanha

Campo de Breesen :

  1. Abel António da Rosa—Sold.—3º Bat.—10ª Cª - Inf. 6—Perosinho - Vila Nova de Gaia.
  2. Albino Francisco—2º G. - 1ª Cª —Ad. Mil.—Sobral Gordo—Arganil.
  3. António da Costa Mendes—Sold.—1.° Bat.—1ª Cª — Inf. 29—Santa Eulalia—Ponte de Sor.
  4. António de Jesus Pacheco—1.° cabo—1.° Bat.—2ª Cª—G.M.1—Alfandega da Fé.
  5. António Dias—1.° Bat.—3ª Cª —Inf. 3—S. Martinho da Gandra.
  6. António Diniz—1.° Bat.—2ª Cª — Inf. 20—Ermelo—Mondim de Basto.
  7. António dos Santos Laiça—1.° Bat.—1ª Cª —Inf. 2—Aldegalega do Ribatejo.
  8. António dos Santos Palminha—3.° Bat.—9ª Cª—Inf. 17—Rua do Cativo—Beja.
  9. António Pereira Morais—Sold. —1° Bat.—1ª Cª—Inf. 2—Sesimbra.
  10. António Pereira—2ª Cª - 5.° Gr. de M.—Vale de Anta—Chaves.
  11. António Tojeira—1.° Bat.—3ª Cª—Inf. 2—Vale da Serra—T. Novas.
  12. Domingos Pires—1.° Bat.—2ª Cª—Inf. 3—Maravilha—Montalegre.
  13. Duarte Alves—1.° Bat.—2ª Cª —Inf. 20—Cancela-Refojo—Cabeceiras de Basto.
  14. Edmundo Passos—1.° Bat.—4ª Cª—Inf. 3—Portas do Sol—Monção.
  15. Felisberto Lopes—1.° Bat.—1ª Cª —Inf. 34—Sabugueiro—Seia.
  16. Gabriel Neto—1.° cabo—3.° Bat.—10ª Cª—Inf. 4—Vascão—Alcoutim.
  17. Gonçalo Teixeira—2.° corneteiro—1.° Bat.—2ª Cª—Inf. 15—Lugar da Comenda—Tomar
  18. Henrique Plácido dos Santos—2ª Cª —Ob. de Cª—Rua do Heroismo - Bairro do Bom Retiro—Porto.
  19. João António Perna—Sold.—3.° Bat.—12ª Cª —Inf. 17—Alcáçovas —Viana do Alentejo.
  20. Joaquim Maria Rama Cadima -1.° cabo -1.° Bat. -1ª Cª—Inf. 28 —Meãs do Campo—Montemor-o-Velho.
  21. Joaquim Rebelo—1.° cabo—1.° Bat. 2ª Cª—Inf. 13—Santa Marta de Penaguião, Medrões.
  22. José António da Silva—Sold.—3.° Bat.—10ª Cª—Inf. 13—Sedielos —Peso da Régua.
  23. José da Silva Leal—1ª Cª —3ª Gr. M.—Duas Igrejas—Paredes.
  24. José de Oliveira—1.° Bat.—lª Cª—Inf. 8—Adofe—Braga.
  25. José Gomes da Silva—1º Bat.—1ª Cª —Inf. 34—Antas—Castendo.
  26. José Lopes—1.° cabo—1.° Bat.—4ª Cª—Inf. 1—Cerdeira - Arganil.
  27. José Vilhena—1.° cabo —1.° Bat.—3ª Cª Inf. 1—C. da Tapada, 154 -2º —Lisboa.
  28. Manuel da Encarnação Varela—Sold.—5ª Bateria—Art. 3—Estombar —Lagoa.
  29. Manuel João—Sold.—1.° Bat.—3ª Cª —Inf. 11—Alandroal.
  30. Manuel Moreira—1.° Bat.— 1ª Cª —Inf. 1—Aveçadas—Marco de Canavezes.
  31. Manuel Rita Ramalho—3.° Bat.—12ª Cª —Inf. 17—Pias—Serpa.
  32. Marçal Ferreira—1.° Bat.—3ª Cª —Inf. 20—S. Clemente de Sande —Guimarães.
  33. Virgílio da Silva Barnabé—1.° Bat.—For.—Inf. 15—Vilar—Castanheira de Pêra.

Todos estes militares foram feitos prisioneiros nos dias 9 e 10 de Abril de 1918, em Neuve Chapelle, Lacouture, Pont du Heme, Vieille Chapelle, Le Touret e Lavantie, tendo sido transferidos para Breesen, do Campo de «Friedrichesfeld». As suas idades variavam entre 24
e os 26 anos, sendo sete casados e os restantes solteiros. Deram entrada em Breesen no dia 10 de Outubro de 1918.

Outros prisioneiros:

  1. Alfredo da Silva Fondão - 1º Cabo Inf. nº 20 - 19 anos - Caldas de Vizela - Guimarães
  2. Francisco Ribeiro - 1º Cabo Inf. nº 15 - 23 anos - Chão das Eiras - Tomar
  3. Joaquim Simões - 1º Cabo Inf. nº 15 - 25 anos - Vila Nova de Ourém
  4. Francisco José Bacoco - Soldado Inf. nº 4 - 23 anos - Rua da Boavista - Faro
  5. José Alves Ribeiro - 2º Cabo Inf. nº 6 - 25 anos - casado - Grijó - V. Nova de Gaia
  6. Guilherme José de Matos - Soldado Inf. nº 8 - 25 anos - Vila Cova - Barcelos
  7. Albino Joaquim - Soldado Inf. nº 11 - 23 anos - Belas - Sintra
  8. Manuel José de Campos - Soldado Inf. nº 20 - 25 anos - Cavês - Cabeceiras de Basto
  9. Manuel Gonçalves - 1º Cabo Art. nº 1 - 25 anos - Alqueidão do Mato - Alcanede

Oficiais Portugueses prisioneiros de guerra na Alemanha:


  1. Abel Rodrigues Casaleiro
  2. Abilio Baptista Machado
  3. Adelino Augusto Fernandes
  4. Adelino Delduque da Costa
  5. Adelio Octávio d'Almeida Graça
  6. Adriano Augusto Pires
  7. Agnelo João Taveira Moreira
  8. Agostinho Crisóstomo do Nascimento
  9. Agostinho d'Almeida Graça
  10. Agostinho de Sá Vieira
  11. Alberto Candido Rebelo Branco
  12. Alberto Damaso Figueiredo Lopes Praça
  13. Alberto Prior Coutinho
  14. Alcides Augusto Lopes d'Almeida
  15. Alexandre Herculano Pires Marruz
  16. Alexandre José Malheiro
  17. Alfredo Joaquim Lourenço
  18. Alfredo Temudo Corte Real
  19. Alípio Augusto
  20. Alvaro Pereira Ribeiro
  21. Américo Aldónio de Menezes
  22. Américo Augusto Martins Sanchez
  23. Américo Olavo Correia d'Azevedo
  24. Aníbal Coelho de Montalvão
  25. Aníbal Tarrinho
  26. António Amaro Correia
  27. António Augusto de Carvalho
  28. António Bernardo Pecurto Ramos
  29. António Braz
  30. António Correia
  31. António Couto e Vasconcelos
  32. António da Silva Braga
  33. António d'Almeida Luz
  34. António de Biscaia de Macedo Cordeiro Rosa
  35. António Dias
  36. António d'Oliveira Zuquet
  37. António Emílio da Cunha Santos
  38. António Fernandes de Sousa Santos
  39. António Hernani Cidade
  40. António Macedo Martins de Lima
  41. António Maria Varregoso
  42. António Martins Ferreira Júnior
  43. António Monteiro
  44. António Nunes Correia
  45. António Nunes Vitoria
  46. António Pedro da Silva Soares Júnior
  47. António Pernil
  48. António Pinheiro Falcão
  49. António Pinto d'Oliveira Júnior
  50. António Pires da Silva
  51. António Ramos Paula
  52. António Valério de Carvalho
  53. António Vicente Garducho
  54. Armando Oliveira Mira Saraiva
  55. Armando Zaide da Fonseca e Almeida
  56. Armindo Pinto Martins
  57. Arnaldo Armindo Martins
  58. Arnaldo Cordeiro
  59. Artur de Brito Figueirôa
  60. Artur Marques Salgado
  61. Aucindio Ferreira dos Santos
  62. Augusto dos Santos Conceição
  63. Augusto Faria Lagoa
  64. Augusto José Machado
  65. Augusto Picão Telo
  66. Baltazar Simões Ferreira
  67. Basilio Esteves
  68. Bento Esteves Roma
  69. Bento Luís Pereira
  70. Bernardino Nunes Pereira
  71. Bernardo Gabriel Cardoso Júnior
  72. Camilo Serra d'Oliveira
  73. Candido Augusto d'Almeida
  74. Carlos Américo Garcez
  75. Carlos da Silveira Malheiro
  76. Carlos Dias Costa
  77. Carlos Guilherme Oom
  78. Carlos Olavo Correia d'Azevedo
  79. Carlos Victor Braga
  80. Casimiro Gonçalves da G1ória Rapazote
  81. Constantino Augusto Tavares
  82. Crispim Soares Gomes
  83. Daniel Pinto de Barros
  84. David Rodrigues Neto
  85. Diocleciano Augusto Martins
  86. Domingos dos Santos Moura
  87. Domingos Gonçalves Parente Júnior
  88. Domingos José dos Santos Lemos
  89. Domingos José Vieira d'Andrade
  90. Eduardo Augusto Florêncio
  91. Eduardo Djalme d'Azevedo
  92. Emilio Tito Ferreira da Silva Couto
  93. Ernesto Marques Antunes
  94. Eugénio Carlos Mardel Ferreira
  95. Felisberto Alves Pedrosa
  96. Felismino Augusto Fonseca Araújo
  97. Fernando Eurico da Costa Oliveira
  98. Firmino de Jesus Pinho
  99. Francisco António Soares
  100. Francisco António Nunes de Carvalho
  101. Francisco Augusto Gouveia
  102. Francisco da Silva Freire
  103. Francisco de Jesus Pires
  104. Francisco de Passos Brandão
  105. Francisco Elisio Franco Mamede
  106. Francisco Ignez
  107. Francisco José de Barros
  108. Francisco Miguel Henrique da Silva
  109. Francisco Ricardo Guerreiro
  110. Francisco Garcia Ribeiro
  111. Francisco Vila Chã Rodrigues Leite
  112. Francisco Pinto Veiga
  113. Frederico Augusto Mendonça
  114. Gastão Rocha Rego
  115. Gualter Monteiro Alves
  116. Guilherme Augusto
  117. Guilherme Martins Gonçalves
  118. Gustavo d'Andrade Piçarra
  119. Henrique dos Santos Nogueira
  120. Henrique Martins Galvão
  121. Henrique Pereira do Vale
  122. Herculano Rosado Ramalho
  123. Herminio d'Assumpção Castro
  124. Hugo Mendes Calado
  125. Jaime Augusto dos Santos Borges
  126. Jaime José Rodrigues Braga
  127. Jaime Pereira Rodrigues Batista
  128. Jaime Pires Cansado
  129. Jaime Teles Grilo
  130. Januário Lopes de Sousa
  131. Jerónimo Pinto Montenegro Carneiro
  132. Jesus de Deus Calado
  133. João António Carreiras
  134. João Augusto Fachada
  135. João Augusto Gonçalves
  136. João Baptista Menezes Valadares Costa
  137. João Batista Pereira Júnior
  138. João Batista Traneoso
  139. João Braz d'Oliveira
  140. João Carlos Craveiro Lopes
  141. João Carlos Gulmarães
  142. João Carrigton Simões da Costa
  143. João Celorico Drago
  144. João da Encarnação Maçãs Fernandes
  145. João da Silva Figueiredo
  146. João da Silva Júnior
  147. João d'Almeida Sacadura
  148. João de Deus Miranda
  149. João de Passos Pereira de Castro Júnior
  150. João Felgueiras
  151. João Fernandes
  152. João Inácio Guerreiro
  153. João Machado Benevides
  154. João Mendes Cabeçadas
  155. João Nepomuceno de Freitas
  156. João Pereira Gonçalves
  157. João Pereira Tavares
  158. João Pinto Ribeiro
  159. João Quinhones Portugal da Silveira
  160. João Ribeiro Gomes
  161. Joaquim Abrantes
  162. Joaquim Alves Pinto Coelho
  163. Joaquim Boavida Salvado
  164. Joaquim Calisto Pereira da Costa Guimarães
  165. Joaquim Camilo Lobo Garcez Palha d'Almeida
  166. Joaquim de Sousa Correia
  167. Joaquim Diogo Correia
  168. Joaquim José Saldanha
  169. Joaquim Marques
  170. Joaquim Simões da Costa
  171. Joaquim Tristão Pereira Pimenta
  172. Joaquim Frias Coutinho
  173. Jorge Nogueira Soares
  174. José António Pombinho Júnior
  175. José António Simões Neves
  176. José Antunes Boavida
  177. Jose Antunes Prazeres
  178. José Augusto Duque
  179. José Cabral Júnior
  180. José da Conceição das Neves Martins
  181. José da Conceição Nogueira Rosas
  182. José da Cruz Viegas
  183. José da Luz Brito
  184. José de Melo Soares
  185. José de Miranda Andrade
  186. José de Sousa Carrusca
  187. José d'Oliveira Belo
  188. José dos Santos Candeias
  189. José dos Santos Carneiro
  190. José dos Santos Donato
  191. José Francisco Mourão Ferro
  192. José Gonçalves
  193. José Gonçalves Amado
  194. José Gonçalves da Silva
  195. Jose Honorato Gomes Pereira
  196. José Joaquim Côrtes das Dores
  197. Jose Joaquim Machado Guimarães
  198. José Joaquim Pacheco
  199. José Joaquim Ribeiro de Castro Meireles
  200. José Manuel Chiote
  201. José Maria Alves Vieira
  202. José Maria de Castro
  203. José Maria Lopes
  204. José Pedro de Matos
  205. José Rodrigues Clarinha
  206. José Sande Lemos
  207. José Vicente da Silva
  208. José Vitorino dos Santos
  209. José Xavier Barbosa da Costa
  210. Júlio Augusto Conceição Felo
  211. Júlio Augusto Costa e Almeida
  212. Júlio César de Carvalho
  213. Júlio de Mesquita de Gouveia Durão
  214. Leão do Sacramento Monteiro
  215. Leonardo Campos d'Almeida
  216. Levy Carvalho de Almeida
  217. Lino Augusto Leão Teixeira
  218. Luís António de Sant'Ana
  219. Luís César Rodrigues
  220. Luis d'Albuquerque Rebelo
  221. Luis Emílio Ramires
  222. Luís Ferreira de Sousa
  223. Luis Filipe dos Santos
  224. Luís Guerreiro Padilha de Castro
  225. Luís Lacerda Nunes
  226. Luis Salema Mousinho d'Albuquerque
  227. Luís Torcato Freitas Garcia
  228. Manuel Afonso do Paço
  229. Manuel António Pinhão
  230. Manuel António Vieira
  231. Manuel Bernardo
  232. Manuel Branco Batista
  233. Manuel dos Santos
  234. Manuel Fernandes d'Oliveira
  235. Manuel Gonçalves da Costa Pacheco
  236. Manuel Henriques Carreira
  237. Manuel Hermenegildo Lourinho
  238. Manuel Joaquim Gonçalves Costa
  239. Manuel José da Costa Cabral
  240. Manuel José Guimarães
  241. Manuel Lopes Ferreira
  242. Manuel Máximo da Silva Barros
  243. Manuel Moreira Rodrigues de Carvalho
  244. Manuel Pereira Martins
  245. Manuel Rodrigues Dias Júnior
  246. Mariano Moreira Lopes
  247. Mário Charters d'Azevedo
  248. Mário Ribeiro de Menezes
  249. Maximino Marques
  250. Miguel Martins Camelo
  251. Norberto Figueiredo Salgueiro
  252. Orlando Quaresma Paiva
  253. Oscar Carvalho Bastos
  254. Pedro Carmona e Silva
  255. Pedro Joaquim
  256. Raul d'Andrade Peres
  257. Raul Duarte Calazans
  258. Sebastião Espadinha Corpas
  259. Serafim de Jesus Rodrigues
  260. Teófilo Constantino Morais
  261. Uriel João de Sousa Salvador
  262. Vicente Gonçalves d'Almeida

Créditos: Lista elaborada por JLS/ASHF
1997, Jorge Lima e Sousa/GGH


16 abril 2009

Joshua Benoliel

...rei dos fotógrafos e fotógrafo de reis.

Nasceu em Lisboa, a 13 de Janeiro de 1873;
e morreu no mesmo local em 3 de Fevereiro de 1932.



«Jornalista e fotógrafo português, descendente de uma família hebraica estabelecida em Cabo Verde. Foi praticamente o criador em Portugal da reportagem fotográfica. Fez a cobertura jornalística dos grandes acontecimentos da sua época, acompanhando os Reis D. Carlos e D. Manuel nas suas viagens ao estrangeiro, assim como a Revolução de 1910, as revoltas monárquicas durante a República, assim como exército português que combateu na Flandres durante a Primeira Guerra Mundial. As suas fotografias caracterizam-se pelo intimismo e humanismo com que abordava os temas.

Trabalhou sobretudo para o jornal diário de Lisboa Século e para a revista ilustrada publicada pelo mesmo jornal Ilustração Portuguesa, de 1906 a 1918 e de 1924 até à sua morte, mas também para o Ocidente e o Panorama. A Ilustração a partir de 1906, com o aparecimento da 2.ª série, e sob a direcção de Silva Graça, deu um grande impulso ao foto-jornalismo.

Publicou, com prefácio de Rocha Martins, o Arquivo Gráfico da Vida Portuguesa, obra em fascículos ilustrada com fotografias de 1903 a 1918.»


Fonte:Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, vol. 3.




«Na esparsa e episódica história da fotografia Portuguesa, Joshua Benoliel ficaria conhecido pela limitada metáfora de rei dos fotógrafos e fotógrafo de reis. (...)
Benoliel viveu e fotografou uma época que se confronta com a persistência dos valores do passado e com as rupturas do início da Modernidade, mas o seu trabalho ficou confinado a uma concepção jornalística inovadora, sem que a importância e relevância do mesmo pudesse ser interpretada e incluída nas reflexões estéticas, sociais, culturais e artísticas dessa Modernidade.
Todo o trabalho de Benoliel permanece, na verdade, desconhecido, já que tem sido insistentemente visto, analisado e até estudado sob a perspectiva de álbum de curiosidades e costumes da vida Portuguesa na viragem do século, e de explicação da sociedade através das imagens. O que persistiu das suas imagens foi o reconhecimento dos lugares, dos ambientes, dos factos, não a análise profunda e comparada da sua produção (...) e reflexo da particularidade do seu olhar fotográfico, numa geração subsequente de foto-repórteres (...).
Benoliel é um fotógrafo do novo conceito de princípio de século -urbanidade- onde o cidadão comum está na fotografia, construindo-se deste modo o primeiro indício de memória colectiva, na qual esse cidadão revê também a sua memória privada, o seu microcosmos de acontecimento. (...)"»

Fonte: Emília Tavares IN: "Joshua Benoliel 1873-1932" (Livro/Catálogo da exposição que decorreu na Cordoaria Nacional, em Lisboa, de 18 de Maio a 21 de Agosto de 2005).


Benoliel e Garcez (ver post "Arnaldo Garcez") foram duas grandes figuras na Fotografia em Portugal pelo que o seu trabalho não poderá ser esquecido.