
«A invasão alemã da Polónia, a 1 de Setembro de 1939 (faz hoje precisamente 70 anos), marcou o inicio da II Guerra Mundial. O desenlace desta campanha era inevitável. O recém-modernizado exército da maior potência industrial europeia defrontava-se contra o exército, mais reduzido, do seu pobre vizinho oriental. Para agravar mais este desiquilibrio, a Alemanha tinha assinado um pacto com a União Soviética antes do início da campanha, e o Exército Vermelho invadiu a Polónia duas semanas depois de começar o ataque alemão. A estratégia polaca confiava na entrada da França e da Grã-Bretanha, mas o exército Francês manteve-se resguardado na sua Linha Maginot.
O desenlace da campanha era previsível, mas não a sua natureza, pois foi a primeira demonstração prática de um novo estilo de guerra, popularmente conhecida como guerra-relâmpago (Blitzkrieg). As forças armadas alemãs misturaram os ensinamentos tácticos da I Guerra Mundial com as novas tecnologias em veicúlos blindados, aviões de combate e comunicações por rádio para criar uma nova forma de guerra interarmas. A ponta-de-lança do assalto alemão foram as divisões blindadas (Panzer), cuja potencia de fogo e surpresa foram alcançadas pela acção dos bombardeiros em voo picado Stuka.
O exército polaco de 1939 não estava tão atrasado como muitas vezes se tem referido, e a sua obstinada resistência provocou aos alemães mais de uma surpresa, como na contra-ofensiva de Bzura. O exército alemão não tinha ainda aperfeiçoado as suas novas tácticas, e as suas baixas foram relativamente elevadas para uma campanha tão curta.
Esta deu à Wehrmacht uma série de ensinamentos cruciais. Mostrou as carências da doutrina e do treino alemães e permitiu à Wehrmacht iniciar a guerra-relâmpago antes do seu maior desafio: a invasão de França em 1940.
Se uma imagem condiciona mais que nenhuma outra percepção popular da campanha polaca de 1939, esta é da cavalaria polaca carregando heroicamente lança em riste contra carros de combate alemães. Como muitos outros pormenores dessa campanha, foi um mito criado pela propaganda de guerra alemã e perpetuado por uma erudição pouco rigorosa. Mas este mito foi adoptado inclusivamente pelos próprios polacos como símbolo da sua valentia durante a guerra, e alcançou ressonância cultural apesar de não ser verdadeiro.»
O símbolo da guerra-relâmpago foi o bombardeiro em voo picado Junkers Ju 87 Stuka. Contra a modesta oposição aérea que encontrou na Polónia, demonstrou ser um meio eficaz para atacar as linhas de comunicações e outros objectivos em terra. Mas quando se deparou com um inimigo mais poderoso, como foi o caso da Batalha de Inglaterra de 1940, foi demasiado lento e vulnerável face aos caças mais modernos.Texto de Steven J. Zaloga, historiador americano e famoso consultor de guerra.
Invasão da Polónia


A 29 de Janeiro de 1907 são publicados os estatutos da “Compagnie Française pour la Construction et Explotation de Chemins de Fer à L’Etrange”. A 5 de Fevereiro de 1907 é assinado o contrato de concessão da Linha do Vale do Vouga. O troço Espinho - Oliveira de Azeméis é inaugurado a 23 de Novembro de 1908 por D. Manuel II, correspondendo ao compromisso assumido pelo pai, o rei D. Carlos, assassinado em 1 de Fevereiro desse ano. Os trabalhos seguiram com a assistência de D. Manuel II; inicia-se a exploração até à estação de Sernada do Vouga em 1911; de Sernada a Vouzela e Bodiosa a Viseu, em 1913; de Vouzela a Bodiosa, em 1914.
