09 outubro 2009

Anne Frank - Imagens únicas

Imagens únicas de Anne Frank, a menina judia alemã que se escondeu dos nazis em Amesterdão, Holanda, e morreu num campo de concentração aos 15 anos, podem ser vistas na Internet, no YouTube.Nas imagens, Anne Frank assoma à janela da sua casa, de onde observa uma das suas vizinhas no dia do seu casamento, a 22 de Julho de 1941. Trata-se de 20 segundos com que a Fundação Anne Frank, impulsionadora da ideia, pretende que "as pessoas de todo o mundo conheçam o significado da vida" da menina judia.

Através do YouTube, os cibernautas podem ainda aceder a entrevistas com Otto Frank, pai de Anne, e a testemunhos de pessoas como Miep Gies, contemporânea da rapariga e que sabia que a sua família permanecia oculta.

A Fundação Anne Frank propõe-se inaugurar, em Abril, uma ala virtual do seu museu para que possa ser visitado através da Internet.

Anne Frank (1929-1945) viveu durante dois anos num anexo de um quarto de uma casa em Amesterdão com a sua família. Durante esse tempo escreveu um diário, que foi publicado pela primeira vez em 1947, dois anos depois do fim da II Guerra Mundial.




SIC/LUSA

08 outubro 2009

Operação Cólera de Deus

Operação Cólera de Deus, foi uma operação secreta dirigida por Israel e pelos seus serviços secretos Mossad, para assassinar pessoas que estiveram directamente ou indirectamente envolvidos no massacre dos Jogos Olímpicos de Munique de.

Os alvos da operação incluíam membros do grupo terrorista palestiniano Setembro Negro, que foram responsáveis pelo ataque de Munique, e membros da Organização de Libertação da Palestina (OLP), tambem acusada de estar envolvida. Com o aval da primeira-ministra israelita Golda Meir, no Outono de 1972, a operação começou e pode ter continuado por mais de 20 anos.

Durante esse tempo, unidades encobertas de assassinos israelitas mataram dezenas de conspiradores suspeitos em toda a Europa, incluindo o assassinio de um inocente (por engano) em Lillehammer, na Noruega, que ficou conhecido como o caso Lillehammer. Um assalto militar adicional foi lançado pelo exército israelita no interior do Líbano para matar vários alvos palestinianos de alta "patente". Essa sequência de assassinatos estimulou ataques de retaliação pelo Setembro Negro contra uma variedade de alvos do governo de Israel em todo mundo. Ouve tambem muitas críticas a Israel sobre a sua escolha de alvos, tácticas de assassinio e de eficácia. Devido à natureza secreta da operação, alguns detalhes são verificáveis para além de uma única fonte, incluindo a história de um israelita que afirma ter liderado um esquadrão da morte.

Várias denominações surgiram para os grupos formados pela Mossad, que realizaram a campanha de assassinios. É possível que diferentes grupos fossem formados para objectivos diferentes, e estes existem em diferentes períodos de tempo, o que pode explicar a grande variedade de relatórios. Certeza existe unicamente sobre os assassinatos que de facto ocorreram, embora a informação seja baseada em fontes limitadas.

Sabe-se também que o agente da Mossad, Michael Harari levou à criação e direcção das equipas, embora algumas podiam não estar sempre sob a responsabilidade do governo. Simon Reeve, explica como consistia uma equipa da Mossad:

... quinze pessoas divididos em cinco pelotões: "Aleph": dois assassinos treinados; "Bet": dois guardas que seriam a sombra dos "Alephs"; "Hete": dois agentes, que cobriam o restante da equipa alugando quartos de hotel , apartamentos, carros, e assim por diante; "Ayin," que inclua, entre seis e oito agentes que formavam a espinha dorsal da operação, o sombreamento de provas e criava todas as rotas de fuga para os "Alephs" e para os "Bet"; "Qoph", dois agentes especializados em comunicações.

Uma outro testemunho totalmente diferente, no livro Vengeance (A Vingança), afirma que o conjunto da Mossad, uma unidade de cinco homens de pessoal treinado que operou na Europa estava fora do controlo directo do governo, e que as suas comunicações eram feitas apenas com Harari.

Principais Operações


1972


A primeira morte ocorreu a 16 de outubro de 1972, quando o palestiniano Wael Abdel Zwaiter foi baleado 11 vezes no seu apartamento em Roma. Dois agentes israelitas esperaram-no quando este voltava de jantar e, após os disparos foram levados para uma casa segura. Israel acreditava que Zwaiter era o representante da OLP em Itália, e que este era um membro do Setembro Negro e estava envolvido num plano fracassado contra um avião da El Al, membros da OLP alegaram que ele não estava de nenhuma forma conectado e que este era totalmente contra o terrorismo.

O segundo alvo da Mossad foi o Dr. Mahmoud Hamshari, que era o representante da OLP em França. Usando o disfarce de jornalista um agente da Mossad conseguiu uma entrevista no seu apartamento em Paris para permitir que uma equipa de explosivos conseguisse instalar uma bomba debaixo da mesa de telefone. Em 8 de dezembro de 1972 ocorreu o atentado mas Hamshari não foi imediatamente morto pela explosão, mas morreu ao cabo de um mês, dos ferimentos. Israel escolheu-o como alvo, porque acreditava que ele era o líder do Setembro Negro na França.

1973

Na noite de 24 de janeiro de 1973, Hussein Al Bashir, o representante da Fatah no Chipre, desligou as luzes do seu quarto de hotel em Nicósia. Momentos depois, uma bomba colocada debaixo da cama pela Mossad remotamente controlada foi detonada, matando o alvo e destruindo totalmente o quarto. Israel acredita que ele fosse o chefe do Setembro Negro no Chipre, embora uma outra razão apontada para o seu assassinato fosse os seus vínculos estreitos com o KGB.

Paris, 6 de abril de 1973, Dr. Basil al-Kubaissi, professor de Direito na Universidade Americana de Beirute, suspeito de fornecer armas e logística para o Setembro Negro, bem como estar envolvido em outros assuntos palestinianos, foi morto a tiro quando voltava para casa de jantar. Como em assassinios anteriores, foi baleado 12 vezes por dois agentes israelitas.


Ali Hassan Salameh

A Mossad continuou no cerco a Ali Hassan Salameh, apelidado de "Príncipe Vermelho", que era o chefe da «Força 17» (Unidade de Elite da Autoridade Nacional Palestiniana) e um dos mais importantes operativos do Setembro Negro sendo considerado por Israel o cérebro do massacre de Munique. Essa crença foi contestada por altos funcionários do Setembro Negro.
Quase um ano depois de Munique, a Mossad acreditava que tinha finalmente Salameh localizado na pequena cidade norueguesa de Lillehammer. A 21 de Julho de 1973, no que viria a ser conhecido como o caso de Lillehammer, uma equipa de agentes da Mossad matou (com informações falas) Ahmed Bouchiki, um garçon marroquino não relacionado com o ataque de Munique nem com Setembro Negro. Seis agentes da Mossad, incluindo duas mulheres, foram capturados pelas autoridades norueguesas, enquanto outros, incluindo o líder Mike Harari, conseguiu fugir para Israel. Cinco dos capturados foram condenados por assassinio e presos, mas foram libertados e voltaram para Israel em 1975. Victor Ostrovsky considera que o proprio Salameh foi crucial ao conduzir a Mossad para fora do seu curso, dando as informações falsas sobre o paradeiro dele.



Vengeance (A vingança)

O livro Vengeance 1984 (A vingança): A Verdadeira História de uma Equipa Contra-Terrorista Israelita, do jornalista George Jonas, conta a história de um esquadrão de morte israelita do ponto de vista de um agente da Mossad e ex-líder de um esquadrão, Avner. Avner desde então tem sido revelado como um pseudônimo para Yuval Aviv, um israelita que agora dirige uma agência de investigação privada, em Nova Iorque, no entanto este não confirma esta tese. Após a sua publicação em 1984, o livro tornou-se um best-seller.

Desde o seu lançamento, dois filmes foram baseados em Vengeance. Em 1986, Michael Anderson dirigiu o filme HBO Sword of Gideon. Steven Spielberg lançou um segundo filme baseado no livro, em Dezembro de 2005, intitulado Munique. Ambos os filmes usam pseudônimo Yuval Aviv Avner para terem uma certa "licença artística".

"Avner" era um vulgar agente da Mossad quando, com apenas vinte e seis anos de idade, foi pessoalmente escolhido por Golda Meir para liderar uma equipa de agentes especializados, com a missão de localizar, perseguir e eliminar os responsáveis pelo massacre de onze atletas israelitas, perpetrado durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. "Munique – A Vingança" é a espantosa descrição de que como toda essa operação foi montada, e revela o modo impiedoso e extraordinariamente eficaz como o grupo levou a cabo essa sua missão, perseguindo os seus alvos palestinianos e executando-os com timings perfeitos. Trata-se de um relato profundamente humano, uma história real de espionagem que leva o leitor a entrar no obscuro mundo do terrorismo e política internacional. Mas este livro torna também evidente a outra face dessa mesma moeda: o terrível paradoxo que emerge sempre que aqueles que detêm o poder resolvem enfrentar o terrorismo utilizando as mesmas tácticas.

Filme MUNICH

Munich é um filme de 2005 realizado por Steven Spielberg sobre os acontecimentos que se seguiram ao Massacre de Munique de 1972. Ele segue um equipa da Mossad que tem por missão caçar e matar os arquitectos do Setembro Negro responsáveis pelo assassinato dos atletas israelitas e o fardo que isso foi para a equipa. O filme é parcialmente baseado no livro Vengeance ( Vingança) de George Jonas. O Filme foi indicado para cinco Óscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Realizador. Foi também indicado para dois Globos de Ouro, incluindo o de Melhor Realizador.







05 outubro 2009

Diário de Campanha II - Primeira Guerra Mundial



DIARIO DE CAMPANHA

Do Capitão X...

Quarta-feira, 2 de Maio. Acordo pelas sete horas da manha. Sento-me sobre o meu leito de campanha, ponho em movimento as articulações e vejo, a um palmo do meu nariz, um prato onde uma talhada de prezunto fraternisa com um ovo estrellado. É o first-breakfast, que um tenente me estende. Devoro-o, bem como uma tapioca com assucar que sobrevem, regando-os com optima ceraveja. Uma chavena de chá, umas torradas, uma cachimbada de tabaco louro e o dia começa.
Cá fora da toca o sol está explendido. Passaritos cantam no terrapleno, soldados inglezes fazem a barba e nós oficiaes procedemos á nossa toilette. Nunca, nem mesmo nas trincheiras, um subdito de Sua Magestade britanica deixaria de se barbear todos os dias. Barbeiam-se de côr, sem espelho, com navalhas ageis e delgadas que passam como uma caricia sobre pelles maravilhosas de frescura e de côr.

D'alli a pouco partimos para a ronda da manhã. O mesmo itinerario da véspera, mas agora á luz clara do sol. Reconheço locaes entrevistos de noite, cruzo a cada passo os meus homens, que andam de parceria com os seus camaradas, fazendo a limpeza das trincheiras, esgotando agua á bomba, cavando regueiras, concertando parapeitos, isto emquanto outros nos postos de serviço entreteem o tempo limpando as armas. A desposição dos meus rapazes é excellente. Encontro-os a conversar no melhor portuguez com os inglezes que os escutam muitos sérios e como se entendem não sei. Ha frases que ouço a meúdo:
- « Quand guerre finish, bonne ! dizem os inglezes.
- « Yess! yess ! respondem os nossos.
- « Boches, pas bonnes...
- « Yess, yess, concordam os portuguezes.
De vez em quando um inglez toca no braço d'um soldado nosso e diz-lhe:
- « Come on. Promemade !
E lá vão os dois a uma fachina qualquer. Pergunto aos meus camaradas britanicos que impressão teem dos nossos soldados. Em cada posto peço ao capitão que consulte os seus sargentos e cabos. E, felizmente para mim e para honra de Portugal, a resposta é sempre a mesma.
- « Solids ! Bonnes !
Direi mesmo que para cavar e dar á bomba um portuguez valle bem dois inglezes. Quanto á sua serenidade sob fogo, basta que registe o espanto de um sargento inglez, que não podia perceber como, na ocasião do bombardeio, os nossos soldados ahiam dos abrigos para ir espreitar por cima dos parapeitos.
- « Para ver d'onde ellas vinham, meu capitão », explica-me um dos meus rapazes.
Um pouco de inconsciencia talvez, mas muita valentia afinal.
No fim da nossa ronda palmilhamos mais uns kilometros de trincheiras e chegamos ao posto de comando do batalhão.

Ahi, como sempre, o major e o comandante da brigada, que alli veiu de visita, me acolhem com toda a gentileza. Dentro da zona ingleza ha cerveja, cigarros e tabaco para cachimbo permanentes. O coronel e o major indagam do capitão o que se passou de noite e pedem noticias dos portuguezes. As companhias que me precederam deixaram boa impressão e a minha não desmerece da opinião formada. Visitamos o posto de socorro, primeiro escalão da assistência médica. Ha um major medico curiosissimo, fallando admiravelmente o francez e que passeiou o seu nariz exorbitante por Gallipolis e pelo Egypto antes de vir para França onde se sente felicissimo, sem querer largar o serviço das trincheiras.
Falla-se da duração da guerra. Acaba este anno, dizem todos.
O coronel diz-me que os portuguezes devem ser bons soldados. Respondo-lhe que a história da guerra peninsular, alem de outros documentos, é garantia das qualidades militares da nossa raça.
Shake hands fraternal e alliado, cerveja, cigarrada.

Regressamos, o capitão G. e eu ao nosso abrigo e já é hora de nova refeição. Continuo com um apetite admiravel. Um sargento informa-nos de que não há novidade. Apenas a arthilharia grossa continua o seu duêto. Sobre as nossas cabeças passam silvando granadas que, segundo consta, vão escavacar o acantonamento de onde saimos hontem. Um aeroplano inglez tenta voar sobre as linhas allemãs. Fazem-lhe uma barragem aerea e elle brinca, volta sobre as asas, sig-zagueia até voltar para trás. Faz calor e o captain senta-se á chineza sobre a cama e começa a escrever uma carta à que há-de ser M.me G., peut-être, apres la guerre...Tiro do meu saco La philosophie de Georges Courteline e leio algumas saborosas paginas. Pela porta aberta do abrigo, enquanto o sol escalda cá fora, passam soldados inglezes e portuguezes e busco adivinhar as preocupações d'estes. Vejo-os serenos, girando n'aquelle dedalo de caminhos enterrados como se estivessem n'uma parada de quartel, insensiveis ao perigo que nos ameaça a cada segundo. Chamo um e outro. Que tal? Uns estiveram de noite na primeira linha e acabam de ser rendidos. Contam a rir as suas impressões, enquanto os Tommies em volta os escutam interessados.

Ao cahir da tarde recomeça a musica. Os caminhos da rectaguarda e os da segunda linha principiam a levar a sua conta de metralha . E a pesca cega ao homem, dezenas de projecteis de artilharia e de balas de metralhadoras desperdiçadas para apanhar uma vida aqui, outra alem. E a Morte a entreter-se emquanto não chega a hora dos grandes golpes de fouce.
Entramos na segunda noite. O capitão G... já sabe a minha vida e eu já sei a d'elle. Era chemist antes da guerra e tenciona deixar o exercito mal ella acabe. Sabendo que ha de figurar n'uma cronica minha, pede que lhe envie o jornal. Quer alem d'isso no seu livro de guerra um autografo meu em francez: Escrevo este pensamento lapidar: - « Les boches sont des cochons et le capitaine G... est un frére. » Vamos dar outra volta
Ao atrevessarmos um caminho da B. Line, crepita ao longe uma metralhadora; sobre as nossas cabeças, na rama das arvores, silvam as balas. - «Pas bon!» - exclama o meu companheiro estugando o passo até á proxima trincheira cahiu cerca de um abrigo deserto. Tudo está a postos. Uma équipe que tenta ir collocar arame farpado tem de regressar e os meus portuguezes que a acompanham voltam furiosos por terem sido descobertos.

Vamo-nos deitar. De tempos a tempos um oficial ou um sargento de ronda vem fazer o seu relatório. No meio da noite acordo. Um rato dança o cake-walk sobre a minha barriga.
- «What is this? pergunta um capitão, que está acordado.
Explico-lhe de que se trata.
- « No confortable, diz-me elle na escuridão.
Readormeço, passados instantes.

PORTUGAL NA GUERRA - Revista Quinzenal Ilustrada nº 1 - 1 de Junho de 1917; Colunista Capitão X, que por motivos óbvios mantém sigilosa a sua identificação

27 setembro 2009

Esquadrilha Lafayette

A história do Esquadrão Lafayette é a história de um dos mais desconhecidos, mas mais gloriosos episódios da Primeira Guerra Mundial. Em agosto de 1914, quando rebentou a guerra entre a França e a Alemanha, muitos cidadãos americanos residiam em França. Muitos deles vieram de famílias ricas, que viviam uma vida de luxo, que participavam em competições com os seus iates ou aviões. Uma declaração do escritor suíço Blaise Cendrars, apareceu no jornal francês "LeFigaro", convidando todos os residentes estrangeiros para se alistar no exército francês.

Todos aqueles jovens aventureiros americanos estavam prontos para lutar pela França a fim de defender a sua liberdade. Mas nem tudo foi tão simples como parecia. Os Estados Unidos não estavam envolvidos na guerra contra a Alemanha e qualquer cidadão americano servindo num exército estrangeiro perderia os seus direitos constitucionais e de cidadania. Os jovens decidiram fazer uma visita ao Embaixador dos Estados unidos em Paris, onde encontraram uma solução em que eles deveriam se alistar na Legião Estrangeira Francesa ou no Corpo de Ambulâncias. Dito e feito.

Inicialmente chamado "Escadrille l'an Américaine", o nome foi mudado para l'Escadrille La Fayette na sequência de um protesto diplomático alemão ao Governo dos estados Unidos da América. Dois oficiais franceses, o capitãoThenault e o tenente Alfred de Laage de Meux foram nomeados para comandar os sete americanos selecionados. Eram eles: Prince, Thaw e Cowdin, Victor Chapman,Kiffin Rockwell, James McConnell e Bert Hall.
A nova esquadra foi organizada em Luxeuil-les-Bains perto da frente de combate no sopé das montanhas de Vosges.

A primeira vitória do Esquadrão foi ganha por Kiffin Rockwell, em 20 de Maio de 1916 onde ele abateu um avião de observação alemão de dois lugares ao pé da Hartmanns-willerkopf, na Alsácia. O esquadrão foi, então, condenado a Verdun a mais violenta batalha da guerra.

Durante 1916 e 1917, outros voluntários americanos continuaram a chegar, de modo que, apesar das perdas, as fileiras do La Fayette Escadrille nunca foram esgotados. O transbordamento do recém-formados pilotos americanos foi enviado para outras unidades francês. Como resultado, o La Fayette Escadrille tornou-se parte de uma organização muito maior chamado Lafayette Flying Corps.

Em agosto de 1917, o La Fayette Escadrille ganhou quatro Legiões de Honra, sete Medailles Militaire e trinta e uma citações, cada um acompanhado por uma citação Croix de Guerre. Pilotos americanos em outros esquadrões também foram ganhando a sua quota de medalhas.

A esquadrilha tinha uma reputação de ousadia, imprudência, e uma atmosfera de festa. Dois filhotes de leão, chamado "Whiskey" e "Soda", foram feitas mascotes do esquadrão.

A La Fayette Escadrille deixou de existir em 18 de Fevereiro de 1918, quando se tornou o primeiro esquadrão de busca norte-americano, "S103". Este manteve os aviões francês e a mecânica. Dos 265 voluntários americanos na Força Aérea Francesa 225 receberam asas de voo e voaram em 180 missões de combate na frente da batalha de uniforme francês. Cinquenta e um morreram em acção, seis morreram em acidentes de formação e mais seis morreram de doença. Os pilotos americanos foram creditados com noventa e nove vitórias aéreas.

Cartoons publicados pela Hall of Fame of the Air na década de 30 demonstrando as façanhas dos pilotos americanos durante a I Guerra Mundial

(clicar para ampliar)



Na fotografia:
"A Esquadrilha Lafayette combate de novo nos ares da Tunisia. O general de Divisão Carlos Spantz (ao centro) falando com dois oficiais franceses da famosa Esquadrilha"




Filme FLYBOYS (trailer) que retrata alguns aspectos da Esquadrilha Lafayette