
Foto: Veteranos da Primeira Guerra Mundial Henry Allingham (à esquerda), Harry Patch (centro) e Bill Stone, participam nas comemorações do dia do armísticio do ano passado.
(Alessia Pierdomenico/PA)
No passado dia 11 de Novembro, comemorou-se 91 anos do fim das hostilidades da Grande Guerra, mais tarde apelidada e conhecida como Primeira Guerra Mundial. Em Portugal este dia não teve muita importância, mas no Reino Unido recordou-se a geração da Primeira Guerra Mundial e o seu fim em território britânico.
Há um ano atrás, aquando a celebração dos 90 anos do fim das trincheiras, os três últimos veteranos da Grande Guerra que viviam no Reino Unido depositaram coroas de flores no Monumento que simboliza o momento em que as armas se calaram na Frente Ocidental.
William Stone morreu em Janeiro com 108 anos, em Julho, Henry Allingham com 113, e em seguida Harry Patch com 111. Apenas Choules Claude de 108 anos, que vive actualmente na Austrália, sobrevive aos veteranos da Grande Guerra da Grã-Bretanha. Por curiosidade este ultimo combateu nas duas Guerras Mundiais e como se sabe a elas sobreviveu.
Assim sendo, só um Britânico ainda é vivo que combateu nas trincheiras, somando-se a este um americano (Frank Buckles) de 108 anos, um canadiano (John Henry Foster "Jack" Babcock) de 109 anos e um polaco (Kowalski, Józef) de 109 anos. Ou seja apenas 4 combatentes não abandonaram a terra. De frisar que na minha pequena terra o ultimo combatente Português da Grande Guerra, que neste caso participou no teatro de guerra colonial, morreu com 102 anos.
Nas cerimónias do passado dia 11, ouviram-se variadíssimas frases de homenagem á geração e ao terrível conflito, das mais altas figuras do Reino Unido, que gostaria de aqui recordar :
"Lembramos-nos, com pesar, o gás e a lama, o arame farpado, os bombardeamentos, o terror, o telegrama e, com gratidão a coragem e sacrifício. Nunca mais eles disseram, a guerra para acabar com todas as guerras. "
"A guerra deixou um impacto duradouro sobre aqueles que sobreviveram. Ela determinou que os sacrifícios feitos por aqueles que perderam as suas vidas nunca mais seriam esquecidos. Hoje unimo-nos como uma nação para honrar essa promessa, e faremos sempre assim ".
"Durante a Primeira Guerra Mundial, o exército britânico perdeu cerca de dois terços de um milhão de mortos - cerca de 20.000 desses em apenas um dia na batalha do Somme. Estes são números que são hoje praticamente incompreensíveis para nós. O total ascendeu a quase um em cada 50 pessoas na terra - dificilmente uma comunidade ficava intacta."
"A geração que passou andou para a frente com visão e coragem, e juntou os laços da nossa sociedade do nosso continente e da nossa comunidade, através de um século terrível."
Bibliografia:
TIMES
Lista dos veteranos sobreviventes da Grande Guerra