08 dezembro 2009

Cartaz - Portugal Grande Guerra

- A batalha de La Lys, também conhecida por batalha de Armentières, foi a principal participação portuguesa na 1ª Guerra Mundial. - Reprodução litográfica. - Silhueta de soldado, armado de espingarda com baioneta, avança entre arame farpado

Fonte: BN

02 dezembro 2009

Bent Faurschou-Hviid



7 de Janeiro 1921 – 18 de Outubro 1944

Bent Faurschou-Hviid foi membro do grupo de resistência dinamarquês Holger Danske durante a II Guerra Mundial. Os seus cabelos vermelhos rapidamente lhe deram o apelido de "A Chama".

Faurschou-Hviid foi um dos assassinos mais activos do movimento de resistência dinamarquês durante a II Guerra Mundial, e de acordo com vários dos seus colegas da "Holger Danske", nenhum outro membro da resistência era tão odiado e procurado pelos alemães como Faurschou-Hviid. De acordo com Gunnar Dyrberg no documentário dinamarquês "Licença para Matar", ninguém sabe exactamente quantas mortes "A Chama" executou, mas rumores indicam para mais de 22.


"A Chama" regularmente tinha como parceiro "O limão", cujo nome verdadeiro era Jørgen Haagen Schmith. Em dinamarquês, "o limão" diz-se "Citronen". Schmith tinha esse apelido porque trabalhou para o fabricante francês de automóveis Citroën. Juntos, "A Chama" e "Limão", formaram provavelmente a mais famosa dupla de resistência na Dinamarca durante a II Guerra Mundial.


Em 18 de Outubro de 1944, Faurschou-Hviid estava a jantar com sua senhoria e alguns convidados, quando de repente, houve uma batida na porta e um oficial alemão exigiu a entrada. Faurschou-Hviid, que estava desarmado, naquela noite, subiu rapidamente procurando uma saída através do telhado, mas logo percebeu que a casa estava completamente cercada. Sem chance de escapar, ingeriu uma cápsula de cianeto e morreu passados alguns segundos..


"A Chama" e o seu parceiro "O Limão" tornaram-se ainda mais famosos quando o filme Flammen & Citronen veio retratar as suas vidas de resistentes.


29 novembro 2009

A Morte de Viriato


«Audaz, Ditalco e Mimurco, da cidade do Urso, vendo que o grande prestigio de Viriato estava sendo afectado pelos Romanos, temeram por si mesmos e decidiram prestar aos Romanos um favor mediante o qual pudessem obter a sua própria segurança [...]. Sabendo que Viriato estava ansioso por acabar com a guerra, prometeram-lhe que convenceriam Cipião a firmar um acordo de paz se os enviasse como embaixadores para negociar o fim da luta.

Como o chefe o consentisse de muito bom grado, apresentaram-se ante Cipião facilmente o persuadiram que lhes concedesse garantias de segurança mediante promessa de que assassinariam Viriato. Uma vez que deram e receberam por outro lado garantias sobre o tratado, regressaram prontamente ao acampamento; depois de anunciar que tinham convencido os Romanos no referente á paz, deram a Viriato enormes esperanças ao tanto se empenharam em afastar o mais possível da sua mente o seu verdadeiro propósito. Acreditados por ele mercê da amizade, depois de entrarem durante a noite ocultamente na sua tenda e matarem Viriato com golpes certeiros de espada, escaparam rapidamente do acampamento e, valendo-se de caminhos intransitáveis pela montanha, chegam salvos ao encontro de Cipião.»

Imagem: Morte de Viriato, Quadro de José Madrago y Agudo
In: Biblioteca Histórica, XXXIII, 21 de Diodora a Siculo.

18 novembro 2009

Geração Primeira Guerra Mundial

Foto: Veteranos da Primeira Guerra Mundial Henry Allingham (à esquerda), Harry Patch (centro) e Bill Stone, participam nas comemorações do dia do armísticio do ano passado.
(Alessia Pierdomenico/PA)


No passado dia 11 de Novembro, comemorou-se 91 anos do fim das hostilidades da Grande Guerra, mais tarde apelidada e conhecida como Primeira Guerra Mundial. Em Portugal este dia não teve muita importância, mas no Reino Unido recordou-se a geração da Primeira Guerra Mundial e o seu fim em território britânico.

Há um ano atrás, aquando a celebração dos 90 anos do fim das trincheiras, os três últimos veteranos da Grande Guerra que viviam no Reino Unido depositaram coroas de flores no Monumento que simboliza o momento em que as armas se calaram na Frente Ocidental.

William Stone morreu em Janeiro com 108 anos, em Julho, Henry Allingham com 113, e em seguida Harry Patch com 111. Apenas Choules Claude de 108 anos, que vive actualmente na Austrália, sobrevive aos veteranos da Grande Guerra da Grã-Bretanha. Por curiosidade este ultimo combateu nas duas Guerras Mundiais e como se sabe a elas sobreviveu.

Assim sendo, só um Britânico ainda é vivo que combateu nas trincheiras, somando-se a este um americano (Frank Buckles) de 108 anos, um canadiano (John Henry Foster "Jack" Babcock) de 109 anos e um polaco (Kowalski, Józef) de 109 anos. Ou seja apenas 4 combatentes não abandonaram a terra. De frisar que na minha pequena terra o ultimo combatente Português da Grande Guerra, que neste caso participou no teatro de guerra colonial, morreu com 102 anos.

Nas cerimónias do passado dia 11, ouviram-se variadíssimas frases de homenagem á geração e ao terrível conflito, das mais altas figuras do Reino Unido, que gostaria de aqui recordar :

"Lembramos-nos, com pesar, o gás e a lama, o arame farpado, os bombardeamentos, o terror, o telegrama e, com gratidão a coragem e sacrifício. Nunca mais eles disseram, a guerra para acabar com todas as guerras. "

"A guerra deixou um impacto duradouro sobre aqueles que sobreviveram. Ela determinou que os sacrifícios feitos por aqueles que perderam as suas vidas nunca mais seriam esquecidos. Hoje unimo-nos como uma nação para honrar essa promessa, e faremos sempre assim ".

"Durante a Primeira Guerra Mundial, o exército britânico perdeu cerca de dois terços de um milhão de mortos - cerca de 20.000 desses em apenas um dia na batalha do Somme. Estes são números que são hoje praticamente incompreensíveis para nós. O total ascendeu a quase um em cada 50 pessoas na terra - dificilmente uma comunidade ficava intacta."

"A geração que passou andou para a frente com visão e coragem, e juntou os laços da nossa sociedade do nosso continente e da nossa comunidade, através de um século terrível."

Bibliografia:

TIMES
Lista dos veteranos sobreviventes da Grande Guerra