16 março 2010

De Portugal a França


Primeira Guerra Mundial
CEP
-França-

Na hora da partida. A ultima mão cheia de castanhas.

Apoz desembarque. A primeira sopa no meio da neve.

Na amurada d'um transporte, os portuguezes sorriem á vista da terra Franceza.


A "Portugueza" em França. 15º abaixo de zero.


In: Portugal na Guerra, Revista Quinzenal Ilustrada, nº1, 1917 [Hemeroteca Municipal de Lisboa]

14 março 2010

Cepelos: um Lugar, duas Fotografias

1950


Lugar de Cepelos ("de Baixo"), Foto da década de 50 (Autor: Manuel Tavares de Sousa)

2010
Lugar de Cepelos (na mesma perspectiva) nos dias de hoje.

A diferença de datas é mais ao menos 60 anos, pelo facto de que a data da primeira é de 1950 a 1959, mas outras diferenças saltam-nos á vista: pelo que me informaram na 1ª foto a energia eléctrica não existia, já na segunda vemos um poste de electricidade. As placas de sinalização mudaram de um cimento rústico para umas modernas chapas. O lugar cresceu, novas estradas surgiram, mas nem por isso, este está mais novo, cada vez há menos jovens e a maioria da população está a envelhecer.

1ª Foto: Arquivo Municipal de Vale de Cambra
2ª Foto: Autor

10 março 2010

A Preparação do Soldado Portuguez

Primeira Guerra Mundial
CEP
-França-



Munidos com as mascaras especiaes, os soldados portuguezes penetram na casa dos gazes.

O emprego da mascara contra os gazes requer precisão e presteza. Os nossos soldados adextram-se em conjunto.

O final dum exercício de ataque á bayoneta.

Os nossos soldados começam a esgrima de bayoneta, logo de manhã cedo.

Um sargento instructor explica o emprego das granadas de mão.


Fotografias de Arnaldo Garcez (provavelmente, e como indica o boletim informativo da revista onde foram publicadas).

In: Portugal na Guerra, Revista Quinzenal Ilustrada, nº4, 1917 [Hemeroteca Municipal de Lisboa]

09 março 2010

V=42n


Custo de um Soldado - História de uma Formula

As dificuldades orçamentais das Forças Armadas Levaram o Exército a estudar o custo mínimo para as forças em campanha. Com base nas despesas já efectuadas, concluiu-se que o custo diário médio de um combatente era, em 1965, de 105$00 para a Guiné, 115$00 para Angola e 125$00 para Moçambique.
No caso de Angola, a distribuição era a seguinte:

Vencimento e subsídio de campanha..........................................35$00
Alimentação....................................................................................23$00
Fardamento......................................................................................5$00
Transporte (via marítima)...........................................................10$00
Restantes encargos........................................................................42$00

Estes «restantes encargos» incluíam a compra de todo o armamento, equipamento, material de aquartelamento, combustíveis e lubrificantes, serviços (água, luz, correio, telefone), alojamento e assistência religiosa, sanitária e social.

Englobava, por exemplo, os seguintes custos mínimos para um exercito em operações:

Munições (dois cartuchos de espingarda/homem dia......3$00
Combustível...........................................................................2$50
Sobressalentes.......................................................................4$00

Traduzida em termos anuais, esta despesa diária (per capita) correspondia a cerca de 42 contos, daí tendo derivado a fórmula V=42n (sendo n o numero de homens).

Assim em 1965, para os 97000 homens em campanha nos três Teatros de Operações era necessários para o Exército cerca de 4 120 000 contos, estando apenas orçamentados 2 000 000 de contos para os três ramos das Forças Armadas, embora estivessem já previstos 3 450 000 contos. Ainda que todas as despesas tivessem sido pagas no fim do ano, este exemplo dá a medida das dificuldades financeiras com que se debatiam as Forças Armadas, neste caso o Exército.

In: Guerra Colonial, Aniceto Afonso, Carlos de Matos Gomes, por José Rosário Simões