11 março 2012

António Moreira Maia


Soldado nº 183 do 1º Grupo de Metralhadoras da 2ª Bateria do CEP.

Filho de Manuel António Moreira e de Maria de Jesus, natural de Cepelos - Macieira de Cambra.

Embarcou com o Corpo Expedicionário Português em Lisboa a 22 de Fevereiro de 1917 rumo á Flandres.

Da sua ficha militar resume-se o seguinte:

«Punido em 28-01-1918 pelo comandante da Bateria com 10 dias de detenção por ter escrito uma carta destinada a Portugal em que dizia noticias falsas, e fazia intimações descabidas e falsas a serviços com referência a superiores.

Punido em 20-02-1918 pelo comandante da Bateria com 2 dias de detenção por ter faltado ontem à instrução sem motivo justificado apresentando-se ás 16h 15m infringindo o nº5 do art.º 4 do R.D.E.

Desaparecido em 9 de Abril de 1918. Por comunicação da comissão de Prisioneiros de Guerra foi feito prisioneiro sendo internado no Campo de Friedrichsfeld.
Presente em 14 de Janeiro de 1919.

Desembarcou em Lisboa a 28 de Janeiro de 1919.»

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Fonte: Serviço de Estatística do Corpo Expedicionário Português / Arquivo Histórico Militar
Foto: Portugueses presos após a batalha do Lys no campo de Friedrichsfeld - Bundesarchiv

03 janeiro 2012

Adelino Tavares


Soldado Servente nº 432 da 4ª Bateria do Regimento de Artilharia nº2, nasceu a 21 de Abril de 1895 filho de Salvador Tavares e de Mequelina Rosa de Jesus, natural de Junqueira (Póvoa) - Macieira de Cambra.

Embarcou com o Corpo Expedicionário Português de Lisboa a 20 de Janeiro de 1917 rumo à Flandres.

Louvado pela serenidade e frieza pela ocasião do combate de 6/7 de Junho de 1917 quando uma granada alemã derrubou sobre a peça e guarnição da mesma que fazia parte, uma grande pernada de árvore que o feriu sem que tal facto fizesse interromper o serviço e pela decisão e energia com que contribuiu para a extinção do incêndio que uma outra granada fez atear nos panos que mascaravam a peça, enquanto outros seus camaradas tratavam de retirar as munições que se achavam perto.

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3ª Classe por decreto de 5 de Novembro, publicado na O E nº16 (2ª serie) de 15 do mesmo mês.

Encontra-se de licença de campanha e foi colocado no D. Artilharia C. em 19 de Setembro de 1918.

Aumentado ao efectivo do D. Artilharia C. e à 3ª Secção com o nº 371 em 19-9-1918 nos termos da O. C. nº 200 de 24-7-1918.

Abatido ao efectivo do D. Artª C. em 31-1-1919 (encontra-se ausente).

Desembarcou em Lisboa a 4 de Outubro de 1919.



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Fonte: Serviço de Estatística do Corpo Expedicionário Português / Arquivo Histórico Militar

23 outubro 2011

Grande Guerra - Cruz de Mérito de 3ª Classe

Cruz de Guerra de 3ª classe do soldado valecambrense Adelino Tavares pertencente ao Regimento de Artilharia nº 2 do CEP, natural da freguesia de Junqueira, ganha por mérito em França durante a 1ª Guerra Mundial.





20 fevereiro 2011

A Batalha subterrânea de Messines


"Senhores, nós amanha podemos não fazer história, mas vamos certamente mudar a geografia".1


Ingleses, Canadianos, Neozelandeses e Australianos, escavaram em 1917 na região de Ypres (Batalha de Messines) vários túneis por baixo das trincheiras alemãs onde a terra era bastante enlameada e colocaram 22 minas que totalizavam 456 toneladas de explosivo de amónio.
Graças ao árduo trabalho dos geólogos (visto a solo ter muita água) esta operação iria ser um sucesso.

A uma distância considerável das trincheiras alemãs começavam os túneis (perfaziam mais de 5 km) que iriam desaguar mesmo por baixo do terreno onde se encontravam os alemães e onde iria ser colocada toda a carga.

Os ingleses fizeram notar aos alemães que iriam fazer uma ofensiva em larga escala, para que estes se reforçassem em numero de homens e de material, e assim quando houvesse a detonação o numero de vitimas e de destruição fosse o máximo.

A 7 de Junho de 1917 deu-se a explosão de todas as cargas matando aproximadamente 10.000 alemães e destruindo todas as fortificações bem como a própria cidade de Messines.

A maior das 22 minas apelidada de Lone Tree Crater e posteriormente rebatizada para "Piscina da Paz" , estava num sitio chamado Spanbroekmolen e quando esta explodiu formou-se uma cratera com 80 metros de diâmetro e 12 metros de profundidade. Esta mina consistia em 41 toneladas de amónio que estava 27 metros abaixo do solo alemão.

Para se ter a noção da potência das detonações na Batalha de Messines estas foram as maiores de sempre realizadas pelo ser humano até ás Bombas Atómicas de 1945, sendo a maior explosão não-nuclear de todos os tempos. Com os cerca de 10.000 mortos, a explosão de Messines foi a que causou, através de acção humana, o maior numero de mortos não-nucleares até aos dias de hoje.

A explosão foi sentida em Londres e Dublin.


Em questão de meses o alemães reconquistaram o território destruído pela explosão que tinha caído nas mãos dos aliados.

Esta história é contada sob ponto de vista australiano no filme BENEATH HILL 60. (recomenda-se)


1. Comentário do General Plumer na noite anterior á detonação.

Imagem: cratera da Piscina da Paz nos dias de hoje

Bibliografia:
Beneath Hill 60 (filme)
firstworldwar.com