20 fevereiro 2011

A Batalha subterrânea de Messines


"Senhores, nós amanha podemos não fazer história, mas vamos certamente mudar a geografia".1


Ingleses, Canadianos, Neozelandeses e Australianos, escavaram em 1917 na região de Ypres (Batalha de Messines) vários túneis por baixo das trincheiras alemãs onde a terra era bastante enlameada e colocaram 22 minas que totalizavam 456 toneladas de explosivo de amónio.
Graças ao árduo trabalho dos geólogos (visto a solo ter muita água) esta operação iria ser um sucesso.

A uma distância considerável das trincheiras alemãs começavam os túneis (perfaziam mais de 5 km) que iriam desaguar mesmo por baixo do terreno onde se encontravam os alemães e onde iria ser colocada toda a carga.

Os ingleses fizeram notar aos alemães que iriam fazer uma ofensiva em larga escala, para que estes se reforçassem em numero de homens e de material, e assim quando houvesse a detonação o numero de vitimas e de destruição fosse o máximo.

A 7 de Junho de 1917 deu-se a explosão de todas as cargas matando aproximadamente 10.000 alemães e destruindo todas as fortificações bem como a própria cidade de Messines.

A maior das 22 minas apelidada de Lone Tree Crater e posteriormente rebatizada para "Piscina da Paz" , estava num sitio chamado Spanbroekmolen e quando esta explodiu formou-se uma cratera com 80 metros de diâmetro e 12 metros de profundidade. Esta mina consistia em 41 toneladas de amónio que estava 27 metros abaixo do solo alemão.

Para se ter a noção da potência das detonações na Batalha de Messines estas foram as maiores de sempre realizadas pelo ser humano até ás Bombas Atómicas de 1945, sendo a maior explosão não-nuclear de todos os tempos. Com os cerca de 10.000 mortos, a explosão de Messines foi a que causou, através de acção humana, o maior numero de mortos não-nucleares até aos dias de hoje.

A explosão foi sentida em Londres e Dublin.


Em questão de meses o alemães reconquistaram o território destruído pela explosão que tinha caído nas mãos dos aliados.

Esta história é contada sob ponto de vista australiano no filme BENEATH HILL 60. (recomenda-se)


1. Comentário do General Plumer na noite anterior á detonação.

Imagem: cratera da Piscina da Paz nos dias de hoje

Bibliografia:
Beneath Hill 60 (filme)
firstworldwar.com

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